Crise dos combustíveis 

Fact-checking sobre a crise dos combustíveis. Texto de WhatsApp, logo, pode ser tudo fake.

1. O preço da gasolina alcançou R$ 3,691 no dia 12 de maio de 2016, quando Dilma foi afastada da presidência.

2. Segundo um relatório da Bloomberg, considerando os dados do primeiro trimestre de 2016, o último completo de Dilma na presidência, um motorista típico brasileiro tinha a projeção de consumir 218,99 litros de gasolina no ano e gastar 2,73% de seu salário para bancar seus gastos com combustível. Esse mesmo motorista, no primeiro trimestre de 2018 (os últimos dados disponíveis pela Bloomberg), tinha a projeção de consumir 203,43 litros de gasolina e gastar 2,58% de seu salário com combustível. Em comparação às sessenta nações analisadas pelo relatório, o Brasil tinha a 25ª gasolina mais barata da lista no primeiro trimestre de 2016 – no primeiro trimestre de 2018 ela era a 22ª. Considerando a renda média, havia 11 países no mundo onde a gasolina era proporcionalmente mais cara que no Brasil – eram 10 no primeiro trimestre de 2018. Em resumo: a gasolina era e continua sendo cara em comparação à renda média do trabalhador brasileiro.

3. Em 2015, último ano completo do governo Dilma, a Petrobras foi a marca brasileira que mais perdeu valor no ano. A estatal fechou 2015 com prejuízo recorde de R$ 34,8 bilhões. A mesma Petrobras fechou o primeiro trimestre de 2018 com lucro de R$ 6,9 bilhões.

4. Em maio de 2016, o último de Dilma na presidência, o dólar fechou o mês cotado em R$ 3,61. No último dia 23 de maio de 2018 o dólar fechou o dia cotado em R$ 3,62.

5. Criado em 2009, pegando os governos Lula e Dilma, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) ajudou a inflacionar artificialmente, via BNDES, a frota de caminhões disponíveis no Brasil, ao permitir o financiamento de 100% do valor de um veículo cobrando juros fixos de 7% ao ano, a serem pagos em 8 anos – com juro real de apenas 1,5%, considerando a inflação. Entre 2008 e 2014, a frota brasileira de caminhões cresceu 4,9% ao ano, mas o PIB do setor de transportes cresceu só 2,4% ao ano. Sem a intromissão do governo no setor, a estimativa é que a expansão da frota fosse de apenas 3% ao ano. Ou seja, na prática, o governo Dilma provocou uma avalanche de dezenas de milhares de novos caminhões no mercado, criando uma bolha do frete que persiste até hoje. Segundo uma pesquisa realizada no início de 2018 pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística em colaboração com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, 62% das empresas do setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil apresentaram queda no faturamento de 8,9% em média em 2017 – o valor do frete caiu em média 2,6% no ano. Na prática, ao incentivar uma explosão de novos caminhões de carga via crédito, gerando uma concorrência artificial, o governo Dilma forçou o frete para baixo, aumentando o número de empresas que recebem pagamento pelo frete abaixo do custo e diminuindo o faturamento do setor.

6. Entre 2011 e 2015, a variação dos preços internacionais sempre foi repassada pelo governo Dilma de forma defasada aos preços dos combustíveis no Brasil, numa tentativa de tentar segurar o aumento da inflação. Essa diferença gerou uma série de prejuízos para a Petrobras – uma conta que passou dos R$ 75 bilhões em 2014, um ano eleitoral (valor 2,8 vezes maior que o orçamento do Bolsa Família). Em novembro de 2015, Lula assumiu publicamente que o governo Dilma errou ao congelar o preço da gasolina.

7. Dilma saiu do governo com a taxa básica de juros em 14,25% ao ano – o maior em quase dez anos. Em maio de 2018 este número atingiu os 6,5%. Desde outubro de 2016, o Banco Central já realizou 12 cortes na taxa básica de juros.

8. Em 2015, último ano inteiro de Dilma à frente da presidência, a inflação oficial terminou o ano em 10,67%, o maior valor desde 2002. Em 2017, a inflação oficial fechou o ano em 2,95% – foi a primeira vez que o Índice de Preços ao Consumidor ficou abaixo do piso da meta da inflação do Banco Central desde que o regime foi implantado no país, em 1999.

9. Dilma saiu da presidência em 2016 deixando a Petrobras com uma dívida bruta de R$ 450 bilhões, considerada a maior dívida corporativa do mundo no setor de petróleo. A dívida bruta da Petrobras foi de R$ 359 bilhões em 2017.

10. Em maio de 2018, o barril de petróleo do tipo Brent atingiu o maior valor desde 2014, de US$ 80,18 (chegou a ser de US$ 46,89 em junho de 2017), pressionado por crises ligadas a dois grandes produtores globais – o Irã, alvo de sanções do governo Trump, e a Venezuela, mergulhada em uma crise sem precedentes provocada pelo chavismo (vale lembrar que a produção venezuelana de petróleo caiu pela metade desde o início dos anos 2000). A alta no preço é de 51% no último ano, impactando diretamente as bombas dos postos de gasolina mais perto da sua casa.

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